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Multinacional Nestlé quer impor perdas aos trabalhadores da Garoto

Empresa quer reduzir valor do vale-alimentação

Publicado: 28 Abril, 2021 - 11h48 | Última modificação: 28 Abril, 2021 - 12h21

Escrito por: Edilson Lenk

arquivo CUT/ES
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Fábrica tradicional do Estado foi comprada por multinacional da alimentação

Em plena pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 395 mil pessoas no Brasil, disparada nos preços dos alimentos - só o arroz e o feijão subiram amis de 60% em 12 meses - e com todas as incertezas que o momento inspira, a multinacional Nestlé insiste em impor perdas aos trabalhadores da fábrica de chocolates Garoto, em Vila Velha, ES.

A empresa ataca o benefício do vale-alimentação, querendo impor redução no valor de R$ 680 para R$ 350 a partir de maio. Para seduzir trabalhadores e trabalhadoras para a proposta, a Nestlé acena com uma compensação em dinheiro, como forma de indenização no valor de R$ 9 mil em troca do corte no vale-alimentação e pagamento do da Participação nos Lucros e Resultados referente ao ano de 2020.

O Sindialimentação, entidade que representa os trabalhadores, alerta que a medida é ataque a benefícios conquistados e pode comprometer a renda do trabalhador já destinada praticamente inteira à compra de alimentos.

Os dirigentes do sindicato aletam também que, apesar da indenização no curto prazo, o corte no vale representa perdas futuras que vão afetar a qualidade de vida das famílias.

“Essa é mais uma investida de patrões contra direitos de trabalhadores, que já têm sido duramente atacados no Brasil. Vamos resistir e buscar na Justiça o reconhecimento do vale-alimentação como parte do salário dos empregados e que, dessa forma, não pode ser cortado ou reduzido”, afirma a presidenta do sindicato, Linda Moraes.

“A multinacional, líder do segmento de alimentação no Brasil, vem impondo perdas a trabalhadores de suas unidades no país, querendo alterar acordos coletivos e, em um momento em que as famílias passam por agruras financeiras, tenta seduzir com propostas de dinheiro imediato que esconde as perdas que estão por trás desses ataques” reafirma a sindicalista.

O Sindialimentação vai organizar a resistência a mais esse ataque e não descarta a convocação de uma greve na unidade de Vila Velha.