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Metalúrgicos entram em greve diante de intransigência patronal

Patrões se anteciparam à proposta de empregados e apresentaram pauta que diminui salários e impõe perdas inaceitáveis. Greve começou n dia 1º e continua em todo o Estado

Publicado: 07 Novembro, 2019 - 18h08 | Última modificação: 07 Novembro, 2019 - 18h45

Escrito por: Edilson Lenk

Arquivo CUT/ES
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Presidenta da CUT fala em piquete para metalúrgicos em greve

Os metalúrgicos capixabas estão em greve desde o dia 1º de novembro. A greve é resultado de intransigência patronal e da insistência em cortar benefícios e até diminuir salários. Os patrões organizados no Sindifer, o sindicato patronal, entregaram a sua proposta de convenção coletiva antes de receberem a pauta de reivindicações do Sindimetal/ES. Essa proposta trouxe absurdos inaceitáveis para a categoria. Um exemplo é a redução de salários tanto no piso quanto no profissional. Os patrões do Sindifer querem mudar rebaixar o piso de ingresso, por exemplo, de ajudante, de R$ 1.258,00 para R$ 1.103,87; para o profissional o ataque é ainda maior, pois querem reduzir em 50% o valor do salário, propondo um piso que em uma classificação é de R$ 2.657,82 para R$ 1.311,51.

E os absurdos não param por aí. No benefício do auxílio alimentação, uma conquista de muitas lutas e greves, os patrões querem também passar a faca. O benefício alimentação, que nos grandes complexos industriais, é hoje de R$ 331,00 ou R$ 359,00 tem a proposta de ser rebaixado para R$ 149,85. Atacam também o vale transporte, aumentando o valor do desconto de 3% sobre o valor da passagem para 6%.

Os patrões do Sindifer se lançaram com brutalidade sobre benefícios e salários nessa negociação salarial. Atacam a classificação profissional, uma conquista que garante melhorias na carreira e salariais, querem pagar as horas extras ao valor da hora normal, surrupiando os acréscimos de 75% nas duas primeiras horas trabalhadas e os 100% nas seguintes; atacam o plano de saúde com a intenção de ampliar a co-participação para todos os procedidmentos, além de tornar facultativo para as empresas a inclusão de dependentes, o que hoje é obrigatório. 

É estarrecedor o que se vê no ramo metalúrgico por parte dos patrões no Espírito Santo.  Contrato de experiência, férias, acidente de trabalho, seguro de vida, auxílio funeral e indenização no momento da aposentadoria também são conquistas que estão sendo duramente atacadas. 

A conversa inicial da proposta patronal fala em "modernização". Que modeernização é essa, que impõe perdas de benefícios conquistados com muita luta, movimentos, paralisações e greves? Modernizar é voltar ao que éramos antes de ter um sindicato forte e comprometido? A proposta de reduzir salários em até 50% mostra claramente o que é modernidade para o patronato braleiro. 

A CUT/ES acompanha de perto a greve dos metalúrgicos capixabas. E apoia integralmente os companheiros na sua luta pela garantia de salários dignos e direitos.