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Manifesto em Defesa das Vidas no Estado do Espírito Santo

Por medidas mais rigorosas para redução da transmissão do novo coronavírus

Publicado: 14 Março, 2021 - 19h04 | Última modificação: 14 Março, 2021 - 19h23

Escrito por: Vicariato para Ação Social

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O Vicariato para Ação Social, por meio da Comissão de Promoção da Dignidade Humana (CPDH), assim como as entidades abaixo assinadas, diante da persistência e agravamento da situação da Pandemia da COVID-19 no Brasil e no Espírito Santo, manifesta-se em defesa da vida, conclamando o Governo do Estado a adotar em caráter de urgência medidas rigorosas para redução da transmissão do novo coronavírus.

Desde março de 2020, já se somam mais de 330.000 casos da Covid-19 documentados no nosso estado, com perda de mais de 6.500 vidas. As medidas tomadas até agora não foram suficientes para reduzir de forma significativa a alta incidência de casos, nem o absurdamente alto número de mortes.

Estamos assistindo no Brasil, de forma avassaladora, o aumento da mortalidade desde o começo de 2021. Assistimos no Amazonas e agora também em estados da região Sul e, mais recentemente, em São Paulo e nos estados vizinhos, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, a sobrecarga do sistema de saúde com carência de leitos hospitalares e de oxigênio para tratar os pacientes mais graves.

Estamos observando também o surgimento de mutações virais, que aumentam a já alta transmissão do vírus e possivelmente têm impacto no aumento da mortalidade.

No Espírito Santo, as medidas adotadas até então foram eficazes no sentido de garantir acesso a cuidados de saúde à população, entretanto não têm sido capaz de reduzir de forma significativa a alta taxa de transmissão, que vem se mantendo ao longo do ano de 2021, com poucas oscilações para mais ou para menos, mas que não tem resultado em controle da taxa de transmissão do vírus, custando muitas vidas.

As três formas comprovadas de que dispomos para evitar o agravamento da situação são:

1. O isolamento social;


2. A proteção individual: uso de máscaras faciais e de medidas de etiqueta respiratória

3. A vacinação em massa da população.
No cenário atual, vimos que as medidas de isolamento, nos moldes adotados até agora, não surtiram efeito desejado, pela baixa aderência da população, em virtude de vários fatores, tais como: a falta de entendimento da importância das mesmas, além de falta de estímulo de tal prática pelos órgãos do Governo Federal, a carência de suporte econômico para que as populações mais desprotegidas socialmente possam ter seu sustento assegurado e condições de realizar o isolamento, além da falta de responsabilidade individual, em atitudes negacionistas que desrespeitam as normas de isolamento social e acabam por
aumentar a taxa de transmissão do vírus.

A vacinação, que é a mais importante forma de bloquear o vírus e a sua transmissão, tem acontecido de forma assustadoramente lenta diante da gravíssima situação, por má administração do Governo Federal, que tem se mostrado incompetente e inepto para tal empreitada, resultando assim em baixíssima taxa de cobertura vacinal atual em todo o país. Até o momento, menos de 5% da população foi vacinada.

Não podemos mais admitir a naturalização das mortes! Não podemos mais aceitar a morte de nossos irmãos! Em defesa das vidas, as entidades abaixo-assinadas propõem as seguintes medidas a serem tomadas pelo Poder Público Estadual, urgentemente:


• Adoção de Lockdown por 21 dias, com restrição de circulação de veículos e pessoas durante todo o período, com funcionamento apenas dos serviços essenciais;
• Suspensão de aulas presenciais em todos os níveis de ensino, tanto na educação pública quanto privada;
• Garantia de um programa de renda mínima que possa contemplar toda a população que se encontra sem trabalho e renda;
• Aquisição imediata pelo Poder Público Estadual e também Municipal de vacinas com implementação de uma ampla cobertura vacinal em curto período de tempo: a meta é vacinar pelo menos 30% da população no prazo de 60 dias, com garantia de vacinação de todos os profissionais da educação e da população em situação de rua, nesse período;
• Ampliação da testagem de todos os contactantes dos casos confirmados de Covid-19, independente de sintomatologia.

Somente assim, poderemos conter o avanço dessa temível doença que tem assolado nosso povo e causado tanto sofrimento às famílias. Vamos fortalecer o elo das nossas correntes de solidariedade para superarmos esse trágico momento da nossa história.

Vitória – ES, 13 de março de 2021

 


Comissão de Promoção da Dignidade Humana (CPDH) da Arquidiocese de Vitória – ES
Associação do Menino Jesus
Ateliê de Ideias – Vitória - ES
Cáritas Brasileira Regional Espírito Santo
Centro de Estudos Bíblicos – (CEBI- ES)
Conselho Estadual de Ensino Religioso - ES
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs-ES (CONIC-ES)
Conselho Pastoral dos Pescadores
Fórum da Juventude do Território do Bem
Fórum Igrejas e Sociedade - ES
Núcleo de Atendimento à Comunidade Articulada e Organizada – Grupo Razão
PARÓQUIA Sagrados Corações de Jesus e Maria – Barcelona – Serra - ES
Pastoral Operária da Arquidiocese de Vitória –ES
Pastoral da AIDS da Arquidiocese de Vitória - ES
Pastoral da Pessoa Idosa da Arquidiocese de Vitória - ES
Pastoral da Sobriedade da Arquidiocese de Vitória - ES
Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de Vitória- ES
Projeto Crianças e Adolescentes (Re) Construindo Vidas
Projeto Semente