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Agosto Dourado, a CUT ES reforça a luta por amamentação digna e apoio às mães trabal

Publicado: 07 Agosto, 2026 - 14h10 | Última modificação: 07 Agosto, 2026 - 14h26

Escrito por: CUT-ES

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Agosto é o mês dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento materno, o chamado Agosto Dourado. Mais do que uma campanha de saúde, a data carrega um significado profundo para a classe trabalhadora, especialmente para as mulheres que precisam conciliar a maternidade com a rotina de trabalho, muitas vezes sem o suporte necessário para viver essa fase com dignidade e tranquilidade.
 
Amamentar é um ato de amor e proteção, mas também é um direito que exige condições concretas para se efetivar. Licença-maternidade adequada, ambientes de trabalho preparados para a amamentação e políticas públicas que garantam a permanência das mães no mercado sem prejuízo à saúde do bebê são pautas centrais para a CUT ES nesse período. Sem essas condições, o discurso sobre os benefícios do aleitamento materno se torna incompleto, pois de nada adianta reconhecer a importância da amamentação se as trabalhadoras não têm tempo, espaço ou apoio institucional para exercê-la.
 
A realidade de muitas mães trabalhadoras ainda é marcada pela ausência de creches próximas ou dentro do próprio local de trabalho, jornadas extensas que dificultam a rotina de amamentação e a falta de políticas efetivas que assegurem esse direito sem prejuízo salarial ou profissional. A CUT ES entende que essas barreiras não são individuais, mas estruturais, e por isso a luta por creches no ambiente de trabalho e por uma licença-maternidade digna faz parte do compromisso permanente da Central com os direitos da classe trabalhadora.
 
Neste Agosto Dourado, a CUT ES reafirma seu papel histórico de defender não apenas a saúde das crianças, mas também a dignidade das mulheres trabalhadoras que sustentam, com seu esforço diário, o cuidado e o desenvolvimento das futuras gerações. Somos fortes, somos CUT, e seguimos na luta por uma sociedade onde ser mãe e trabalhadora não sejam papéis que se excluem, mas direitos que se somam.